OLHARES SOBRE JOVENS

Abril 2013 - Adolescência e construção de si: o quarto juvenil em análise*

 


Lia Pappámikail (Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém e Observatório Permanente da Juventude/ ICS-UL)



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Quando se pensa num quarto juvenil, vêm à mente imagens relacionadas com a sua multifuncionailidade (lugar para dormir, estudar, estar e conviver). Muitos imaginam-nos desarrumados, barulhentos, com posters espalhados pelas paredes, só para dar alguns exemplos.E se é verdade que estas imagens correspondem, no todo ou em parte, a recordações de quartos concretos (em que vivemos, ou que conhecemos e vimos algures na casa de alguém), também é verdade, como Croft (2006, 209 e seguintes) sublinha, que o quarto adolescente é apenas mais um objecto comum de representações sociais (de inquestionável inscrição histórica e civilizacional, que leva a autora a falar mesmo de uma ideologia do quarto adolescente). Longe de constituirem inevitabilidades, essas representações constituem uma forma cultural (circulante nos patrimónios familiares, nos media e até na literatura) que contribui fortemente para o estabelecimento dos padrões do que se quer do quarto ou do que se é suposto querer do quarto numa dada fase da vida. Até as cadeias de lojas de roupa com este target se socorrem destas representações, com as suas bancadas cheias de peças de roupa desarrumada e música audível à distância, «afugentando» públicos mais «adultos» e atraíndo aqueles que assim se sentirão em «casa».

Na investigação que dá corpo a este texto procurou-se saber até que ponto se concretizam essas representações. Ou seja, de que forma a diversidade de recursos físicos, económicos e culturais implicam variantes nos processos de composição estética de um universo individual no contexto colectivo da casa familiar? Ou ainda de que modo os quartos dos jovens entrevistados1 reportam ou reportaram alguma vez às imagens que compõem a tal forma cultural do quarto adolescente ou jovem?

O quarto juvenil tem como primeiro atributo, dizíamos, a sua multifuncionalidade, pelo menos quando comparado com as restantes divisões da casa (Ramos 2002, 45). Quer isto dizer que para além de local de descanso (materializado pela presença de uma cama), constitui frequentemente um lugar de estudo (que implica a maior parte das vezes a existência de uma secretária); um local de lazer (onde pode, dependendo da paisagem tecnológica que o quarto encerra, ouvir música, ver televisão, jogar computador ou consolas); um espaço de convivialidade (onde se pode eventualmente receber amigos(as)/namorados(as) ou, virtude dos desenvolvimentos tecnológicos, conviver no espaço virtual) e um espaço para a singularização e expressão de si (através da exposição e disposição personalizada de objectos, imagens etc.). É certo que o estatuto socioeconómico e o habitat da residência (rural ou urbano) são factores importantes que podem determinar a dimensão da casa (em metros quadrados e/ou número de divisões) o que implica sublinhar que, não raras vezes, a indisponibilidade de espaço implica a sobreposição de funções nas várias divisões (sala de estar e de jantar no mesmo cómodo, por exemplo, ou a partilha de quartos entre irmãos).

Há no quarto juvenil comparativamente às restantes divisões da casa, maior sobreposição de funções num só espaço. Mais, a existência de uma porta implica ainda a possibilidade de este constituir um lugar onde o sujeito se pode isolar do colectivo familiar. Tudo isto são traços de um universo de possíveis quando se analisam as experiências do quarto dos adolescentes. Um universo alimentado, por todas as razões que enunciámos, pelas representações sociais de uma fase da vida e pelo modo como pode/deve materializar-se no seio da casa familiar, condicionando, em abstracto pelo menos, o teor das reivindicações e apropriações juvenis dos espaços domésticos.

A casa é então um lugar de onde se faz parte (quer na perspectiva do espaço, quer do sistema de relações familiares) e onde se pode (querer), simultaneamente ou alternadamente, estar à parte. E esta é a dicotomia analítica que serve de fio condutor a esta breve análise: oscilaremos entre as dinâmicas e interacções que conduzem à constituição (ou não) de um espaço individual no seio do colectivo familiar e os percursos e subjectividades que permitem entrever os processos de demarcação identitária e de criação e defesa de um universo privado, íntimo e pessoal.

1.

Como qualquer perspectiva analítica que (pres)suponha exclusivamente um confronto da ideia de quarto (privado) com o exterior (senão ameaçador, pelo menos desafiante do ponto de vista da experiência), eclipsa o facto de o espaço doméstico como um todo, longe de ser uniforme, ser palco de outras tantas dinâmicas, tensões e experiências de composição do individual no seio do colectivo. Ainda assim, o quarto dos jovens (muitas vezes partilhado com irmãos, note-se) pode ser (embora isto não queira dizer necessariamente que o seja) o expoente máximo, no plano doméstico, da existência de um território individual e privado. Mas se a dimensão patrimonial da existência não é negligenciável, também não o é a dimensão interaccional. É preciso pois notar, que não se podem perder de vista as diferentes lógicas de (inter)acção em jogo no que diz respeito às dinâmicas territoriais domésticas. Na verdade, nesta pesquisa constatou-se como esse eventual território individual tanto pode ter sido atribuído, como reivindicado, concedido ou conquistado, ou ainda, não reclamado de todo. Desta forma, se a constituição do quarto como território depende, também, do reconhecimento da legítima necessidade e direito a um espaço singular no seio familiar (o que obedece a lógicas diferenciadas de acção parental na medida em que uns pais consideram fundamental a existência de um espaço individual, ao passo que para outros isso não é relevante) em função do qual emergem constrangimentos objectivos à territorialização, o facto é que mesmo sendo reconhecida essa legitimidade, nem sempre se reclama essa possibilidade. Uma minoria de jovens entrevistados, com efeito, afirmou não atrbuir qualquer importância ao local onde dorme.

2.

Outros, mesmo desejando, sonhando ou exigindo, não conseguem ultrapassar os obstáculos familiares. Na realidade, verificou-se que muito embora reportem à norma, alguns jovens entrevistados deparam-se com constrangimentos objectivos que reforçam a sua condição de dependência e, até certo ponto, de subordinação no quadro de relações familiares.

Apesar de tentadora, não foi possível, contudo, estabelecer uma associação linear entre estatuto socioeconómico familiar e a natureza dos constrangimentos impostos à singularização dos espaços individuais, embora seja forçoso sublinhar que essa ligação não deixa de contribuir para a modelação das práticas (no sentido em que tende a haver mais constrangimentos na compra de mobiliário novo ou acessórios em famílias com menores recursos económicos, embora nem sempre). Com efeito, a acrescer a estes recursos, parecem, no entanto, ser tão ou mais importantes os factores culturais. Retomando a questão da influência das representações e das normas (que simultaneamente remetem para um tempo social e um tempo familiar), o que de certa forma torna as culturas familiares como um dos mais importantes recursos interpretativos e explicativos, verificou-se como em causa, por um lado, estão as representações parentais do filho (em processo de crescimento e amadurecimento) enquanto sujeito, merecedor ou não de um espaço personalizado (e actualizado em função de uma condição social e cultural – a juvenil) e de privacidade: quanto mais empática e próxima é essa representação mais liberdade usufrui o jovem para personalizar o espaço que lhe foi atribuído.

Exemplo das ambiguidades, ainda assim, inerentes a todo o processo, ligando os tempos social e familiar de forma definitiva, é a transformação do quarto de criança criado pelos pais para esse objecto de investimento afectivo que são os filhos enquanto projecto duplamente familiar e identitário, num quarto juvenil, seja por iniciativa dos pais ou dos jovens. O processo de confronto e reconhecimento da legitimidade dessa reivindicação ou transformação, informa assim do modo como pais vão ajustando as representações que têm dos filhos bem como de como se (re)define o lugar do individual no seio do colectivo familiar. Do mesmo modo, os limites a essa transformação e apropriação(dos posters nas paredes, à disposição dos móveis, passando pela mudança dos acessórios decorativos) – que implica na maioria dos casos a participação parental, quanto mais não seja financeira -, sublinham o carácter misto dos sistemas de gestão dos quotidianos juvenis (em que participam os pais e os próprios). Nestes se desenha uma relação de forças, mais ou menos conflitual, na qual o jovem tenta adquirir, ou lhe é concedido, pura e simplesmente, um espaço físico de liberdade cada vez maior para ser e estar.


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3.

Por outro lado, há que referir a importância transversal de dimensões como o género, nomeadamente na afirmação de certas formas de masculinidade e, por oposição, de feminilidade, que não deixam de exercer um papel importante na diferenciação de expectativas juvenis quanto à definição e aspecto a dar ao espaço individual e nas representações relativas à decoração do quarto, enquanto recurso para a expressão ou objectivação de si num determinado arranjo estético. Aqui, o «aparente» desinteresse dos rapazes que afirmam delegar nas mães a decoração e afirmam concentrar-se na paisagem tecnológica a ter no quarto, contrasta com o investimento na disposição e aspecto do mobiliário, na escolha das cores das cortinas e colchas, muito mais frequente entre as raparigas.

4.

Mas nem só de singularização e configuração estética se faz a vida doméstica. A análise das tensões presentes na experiência da casa merecem, com efeito, uma palavra. Com efeito, são múltiplas as tensões que decorrem da vida familiar quotidiana no que diz respeito à casa, reforçando através da imposição generalizada da norma parental de gestão da ordem e higiene dos vários espaços, inclusivamente os supostamente privados, as mesmas assimetrias estatutárias que noutros domínios se esbatem progressivamente, à medida que os jovens reivindicam uma nova condição e identidade e assumem progressivamente o protagonismo na gestão do seu percurso e quotidiano. Averiguar gestos como bater à porta antes de entrar no quarto dos filhos, permitir portas fechadas, considerar a arrumação e limpeza dos quartos responsabilidade dos filhos e efectivamente cumprir esta regra, mexer nos pertences dos filhos na sua ausência, controlar a hora de dormir, revelou que para a maioria somente o argumento da vida escolar e a necessidade (ou dever) de estudar permite aos adolescentes prevaricar nos seus deveres de arrumação e limpeza ou fechar portas ao bulício familiar. Um argumento que assume um carácter estratégico pois fundamental para a coquista de espaços e tempos adicionais de privacidade. A propriedade do lar traduz-se, pois, num reduto de autoridade parental, visível na legitimidade implícita no estabelecimento, no limite feito de forma unilateral, das regras de convivência, o que (re) situa os actores num sistema irredutivelmente assimétrico de posições relativas.

5.

As tensões são igualmente visíveis no plano relacional (intergeracional). Constatámos, na verdade, como o diálogo, onde ocorre a partilha de informação e se gera ou não intimidade relacional (com a eventual existência de estratégicos espaços de reserva), se constitui como um interface que pode servir os vários interesses em jogo: garantir um espaço livre e não vigiado para os jovens (que podem mentir e omitir sobre certas áreas da sua existência), alimentar uma certa forma de controlo a coberto da promoção da abertura democrática e da proximidade intergeracional em termos de valores e referências culturais (Solomon et al. 2002). Nesta perspectiva, o processo de individuação e de construção da autonomia, parece fazer-se através dum duplo processo, sincrónico, constituído pelo percurso de reposicionamento na teia das relações familiares (o que pode significar, nalguns casos, que se reformulam os laços no sentido da aproximação relacional) mas também de demarcação e desafiliação do colectivo, por via da construção de uma narrativa biográfica e identitária singular (o que pode traduzir-se, mau grado esforços parentais para estabelecer pontes, numa distância relacional conscientemente cultivada como forma de afirmar e preservar essa demarcação).


6.

Por último, verificou-se que dos tempos e espaços colectivos tende a maioria a conquistar/reclamar tempos e espaços individuais, e que nestes é possível projectar, apesar de maiores ou menores obstáculos parentais, um percurso biográfico. Ainda assim, muito embora o quarto seja a forma mais comummente representada [dessa forma de território íntimo e privado], os dados indicam, à semelhança aliás do constatado por Ramos (2002), que a existência de um universo íntimo e privado pode ter as mais diversas materializações e escalas: do interior do quarto como um todo à pequena caixa de recordações, do disco rígido de um computador aos diários escondidos debaixo da roupa numa gaveta. São, pois, múltiplas as formas e conteúdos que indiciam uma relação entre o espaço doméstico e a construção da identidade através dos objectos a que se atribui significado.

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Os objectos vão desde livros, peluches, imagens ou fotos, móveis, instrumentos musicais, medalhas, acessórios para o cabelo e permitiram delinear várias áreas de significação que remetem para importantes espaços/tempos da existência juvenil. A saber: a importância dos pares no processo de individuação (com especial referência ao presente ou a um passado próximo), a importância da construção de uma narrativa e as angústias que implicam escolha de um fio condutor para a trajectória, estabelecendo âncoras e raízes identitárias (ou seja, fazendo a ligação entre o passado e o presente), e os dilemas que a descoberta de um eu autêntico colocam na projecção de um futuro.


No caso dos pares, as fotos e os peluches e presentes oferecidos pelos amigos assumem um enorme protagonismo. São objectos que não só trazem para o espaço doméstico os protagonistas das experiências e vivências do exterior, indicando da sua importância relativa na vida do sujeito, como ajudam a conferir os atributos retemperadores de que o quarto se reveste (sobretudo quando é sentido como um espaço para a reorganização de si, no quadro de um quotidiano desafiador e exigente).

Já no que diz respeito às dúvidas e hesitações inerentes à construção de uma narrativa biográfica, foi frequente a referência a objectos referentes a momentos e sentimentos positivos no passado (medalhas de conquistas desportivas ou uma cama ou um peluche da infância). Na verdade, crescer tende a ser um processo pejado de paradoxos e ambiguidades. Com efeito, por muita vontade que alguns jovens tenham de assumir um novo papel ou uma nova condição cultural enquanto jovens por oposição ao estatuto de crianças (exibindo posters ou recordações das saídas com amigos), não raras vezes resistem a desprender-se dos objectos da sua infância, âncoras afectivas que evocam sensações de segurança, felicidade, bem-estar. Sentimentos que resultam de uma memória experimentada ou (re)criada, mas sempre no sentido de evocar um território que se representa como seguro, conhecido e familiar, por oposição ao novo, vulnerável e arriscado tempo de vida que a adolescência e juventude também representam afinal. Igualmente eficazes no desenho de uma continuidade no tempo, inclusivamente o tempo intergeracional, parecem ser estes objectos de significação da infância, que são escolhidas como raízes identitárias, ou seja, como os elementos perenes quando tudo o resto está em permanente ebulição.

Por fim, alguns jovens escolherem uma guitarra, uma pintura de que se é autor ou os poemas que se escrevem e se guardam para si. Sabendo-se que os seus percursos escolares pareciam levá-los para longe daquilo que pensavam na altura ser a sua verdadeira vocação, os objectos evocavam sobretudo uma relação tensa com o futuro. Na verdade, a revelação da essência identitária ou a busca duma singularização face aos outros não é uma missão que todos subscrevam, o que não deixa de estar associado à adesão, em meios culturalmente mais favorecidos (especialmente despertos para os talentos, vocações, por exemplo) a valores como a realização de si e a autenticidade. Não significa isso, porém, que a autenticidade está ausente dos valores que orientam as trajectórias de vida dos jovens em geral, embora possa não surgir de forma tão saliente nos dilemas que enfrentam, por exemplo, quando o percurso impõe escolhas escolares e/ou vocacionais. De facto, os dilemas surgem sobretudo quando a escolha pende para a alternativa vocacional que põe em causa um percurso de sucesso (numa perspectiva económica) supostamente mais fácil do que aquele que corresponde à vida sonhada. Uma vida que, para ser concretizada em pleno de acordo com as suas representações, exige uma coragem que os sujeitos nem sempre sentem capazes de mobilizar face aos riscos de fracasso face às expectativas. Nomeadamente, porque almejam tanto cumprir os seus sonhos mais íntimos de realização profissional, como ser bem sucedidos e integrados. O ideal, portanto, que muitos aliás conseguem sem sequer ter de enfrentar especiais angústias, é coordenar ambos os desígnios na definição de um futuro.

8.

Mesmo reconhecendo que a definição juvenil dos espaços individuais, sobretudo daqueles que são investidos de um significado especial (emocionalmente falando) não se sobrepõe necessariamente às fronteiras físicas que os delimitam formalmente (o quarto por exemplo), não deixa de ser interessante o modo como as ancoragens identitárias (a pessoas, a lugares, a divisões da casa, aos objectos) podem informar das subjectividades do sujeito, ajudando-o a construir e escolher um fio condutor para a sua identidade (como tão bem demonstra Ramos 2006). Ao fazê-lo, ligando o passado, o presente e o futuro numa narrativa (sempre provisória) de si, não deixa de estar a actualizar e rever os patrimónios familiares, relativizando-os no quadro das suas próprias experiências e referências individuais, no que é um exercício da autonomia individual (ao implicar o desenvolvimento da reflexividade e do exame crítico quer de normas e visões do mundo, quer de gostos e estéticas familiares, aos quais se adere ou pelo contrário se rejeita). Uma actualização que evoca, simultaneamente, o processo de experimentação (numa lógica de tentativa/erro) e as dúvidas e hesitações que marcam a trajectória de construção de si, o que sublinha a importância da passagem do tempo. Na verdade, a necessidade de objectivar o que é, afinal, subjectivo parece perder força à medida que se cresce e amadurece (guardam-se os peluches num armário, os posteres numa pasta, as recordações das saídas à noite numa caixa algures). Essa perda de importância é, por norma, sincrónica À consolidação das redes de amizade e sociabilidade, deixando estas de ser instâncias essenciais à validação e reconhecimento de si, por via de um maior auto-conhecimento e segurança sobre o que se é e sobre o que se quer ser (modelando um projecto mais ou menos reflexivo do seu self).

Em suma, o quarto dos adolescentes, olhado a partir dos discursos relativos à experiência doméstica, à casa e ao quarto e seu conteúdo, revelou dois tempos profundamente conectados: o tempo do colectivo e das dinâmicas de partilha familiar, que permitiu perceber as lógicas de constituição (ou não) de um espaço/tempo individual no seio do colectivo, aferindo simultaneamente o modo como o duplo processo de crescimento e amadurecimento dos jovens/filhos interpela as relações familiares, transformando-as e reformulando-as; e o tempo do individual e biográfico, em que se observaram as lógicas de separação e de demarcação do colectivo, que torna o quarto, para alguns pelo menos, um espaço para estar à parte da vida familiar, mas também para (aprender a) ser (o principal autor da sua identidade).

1 - Foram realizadas 39 entrevistas (20 jovens no limiar da maioridade e 19 progenitores – pais e/ou mães em três localizações distintas do país).

*Para saber mais sobre este tema consultar Pappámikail, Lia. 2013. Adolescência e autonomia. Negociações Familiares e construção de si. Lisboa: ICS

Imagem retiradas de http://teenagebedroom.tumblr.com

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Referências:


Croft, Jo. 2006. A life of longing behind the bedroom door: adolescent space and the making of private identity. In Our house the representation of domestic space in modern culture,editado por J. Croft and G. smith. Amsterdam/New York: Rodopi.

Ramos, Elsa. 2002. Rester enfant, devenir adulte. La cohabitation des étudiants chez leurs parents. Editado, Logiques sociales. Paris Budapest Torino: L'Harmattan.

Ramos, Elsa. 2006. L'invention des origines. Sociologie de l'ancrage identitaire. Editado, Sociétales. Paris: Armand Colin.

Solomon, Yvette, Jo Warin, Charlie Lewis, and Wendy Langford. 2002. Intimate talk Between Parents and Their Teenage Children: Democratic Openess or Covert Control. Sociology 36 (4):965-983.

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